quarta-feira, setembro 24, 2008

Noites de Cabíria


Corre na linha do trem, criança

Corre sem destino

Larga pra trás a tristeza

E deixa tua alma vagar

nesses matos vazios

nestes matos queimados

O trem já se foi

Corre!

Vai atrás dele

E olha pro céu

Ela está ali

A esperança ainda vaga por ai
...

Às vezes ela aparece

Na forma de uma mulher

Aquela

Que é a noite boêmia de uma vida breve

Que está sempre por se realizar

...

Aquele olhar não se afastará de suas lembranças noturnas jamais!

Como se fora uma maldição

Para mostrar-te

Que ai dentro

Ainda bate um coração ébrio

Que jamais se confortará

A não ser

Que aqueles olhos

Escuros olhos

Inebriantes como os de Cabíria

Permaneçam nos seus delírios lunares

Permaneça para reconfortar

À luz da lua sob a Piazza Di´spagna

4 comentários:

david santos disse...

Olá, Oswaldo!
Não vou dizer muito sobre esta tuas "Noites de Cabíria". Qualquer palavra a mais ou a menos pode retirar-lhe muto do valor que tem: BRILHANTE.

Parabéns.

Fabio Reis Vianna disse...

Oi David, talvez se eu tivesse nascido Oswaldo teria virado pederasta ou pedófilo. Obrigado pelo elogio, e um dia conhecerei as terras dos meus antepassados. Só não sei se eram Mouros, Judeus, Celtas da Luzitânia ou mesmo um soldado romano desertor, que fugiu com uma ninfa.

Fabio Reis Vianna disse...

Hey Santos, perdão, mas não me elogie assim... Posso ser tomado pelo dragão da soberba.

Fabio Reis Vianna disse...

Santos, Mande lembranças ao Esteves, aquele da tabacaria.