sexta-feira, setembro 05, 2008

Luso, o argonauta ( para uma Galega do século xv d.c )


( I )
Vem
Minha doce ateniense
Me ensina a te querer
Lá de longe
Nos mares da Galícia
A conheci
Éramos jovens
Deveras felizes
Mas você
Criança indomável
Fugiu
Não obstante
Incunbirem
Minh´alma
De encontrar algo
Que jamais presenciei
E a caravela
Herdeira
Dos desencantos humanos
Partiu
Em busca do velo
A busca por mim
Miserável desconhecido
Das perdas mundanas
Ó pandora da minha existência
Carrego a chave pensando em ti
( II )
Venha me visitar
A noite fria
E sem estrelas
Nos reserva o gozo
Despudor
Dos amantes perdidos
Traga o seu manto de cetim
Beba meu sangue
E cubra com sua pele alva
As manchas de pecado
Produzidas pelo suor sagrado
Dos amantes que erram
(III)
Cospe teu fogo em minha pele
Maldita soturna
Ardente de prazer
Ao ver-te em gemidos
Acorrento-a aos pés do puro
Chupe-o
E te deixa escorrer
O leite que derramo
Aos seios da ninfa
Chupada
Desde a borda
As mamárias glândulas
Sem pudor

21 comentários:

Lux Luxo disse...

Uau!

Fabio Reis Vianna disse...

Minha querida Lux Luxo, sempre que vc visita o meu blogzinho a sorte e a fortuna se fazem presentes.

Ps: Quando falo em fortuna não me refiro a dinheiro - este não serve pra nada -, mas serve pra comprar algumas ilusões necessárias a quem optou pela vida mundana e caótica da urbes. De resto, só peço que replantem a cidade que habito, antes que seja tarde.

senhorita feliciana disse...

voando à grécia e aos deuses humanos...

Anônimo disse...

Wish you were here
Queria que Você Estivesse Aqui

Então, então você acha
que consegue distinguir
O céu do inferno
Céus azuis da dor
Você consegue distinguir
um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?

Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Um papel de coadjuvante na guerra
Por um papel principal numa cela?

Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui

Anônimo disse...

Somos apenas duas almas perdidas
Ano após ano
Correndo sobre este mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos
Queria que você estivesse aqui

Fabio Reis Vianna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

"patético fingidor"

Fabio Reis Vianna disse...

Anônimo, seu canalha, quem és tu?

Fabio Reis Vianna disse...

Anônimo(a), venha me acariciar com suas doces palavras...

Fabio Reis Vianna disse...

Anônimo, a Constituição da República cheia de árvores e gente dizendo adeus veda o anonimato. De qualquer maneira, fique à vontade em se preservar. Ps: É que eu sou curioso pra caramba...

Anônimo disse...

sua canalha

Fabio Reis Vianna disse...

Então venha me visitar nesta noite fria e sem estrelas. Traga o seu manto de cetim, e me cubra com sua pele alva que - manchada pelo sangue do pecado - me acorrenta com o fogo das ninfas. Ps: Não sou sadomasoquista.

Fabio Reis Vianna disse...

Só as vezes, ahahaahah

Fabio Reis Vianna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

"onde esta a virtude" é o começo do seu blog mas voce não escreve nada. mostra essa virtude.
folhagem vermelha no chão do jardim interno.

Fabio Reis Vianna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabio Reis Vianna disse...

E quem disse que a virtude se encontra num obscuro blog de um zé ninguém?
Não se iluda.

Fabio Reis Vianna disse...

Ah, e tem mais uma coisa, Anônimo(a), esqueci...

Fabio Reis Vianna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabio Reis Vianna disse...

Admito que não sei escrever poesia. Nem quero, dá muito trabalho...

Fabio Reis Vianna disse...

Pelo menos, minhas poesias são tão ruins que jamais serão rés num processo judicial de plágio.